O tempo esta passando, e levando com ele toda minha força. Já não consigo disfarçar minha tristeza com uma piadinha banal. Segurei e deixei para chorar só quando liguei o chuveiro, assim ninguém percebeu. Refleti sobre minha vida antes de dormir e me certifiquei de que ninguém estava ouvindo para começar a soluçar. Por não conseguir me abrir com alguém, sofro tão dolorosamente que precisei fingir ir ao banheiro, apenas para lavar o rosto e tentar me recompor. Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de não ser forte o suficiente para segurar as lágrimas quando estou em público. A todo momento sinto aquele nó enorme na garganta, que me sufoca, até eu ceder e chorar. As vezes me surpreendo com o rio que tenho que esconder da minha família. Porque sabe qual é o meu problema? É sorrir quando estou triste por dentro. Tenho medo mais é o que mais faço, sorrio quando estou me acabando por dentro. Queria dizer: "Não! Eu não tenho nenhum medo." Mas não é tão fácil assim, como num simples passe de mágica. O meu medo só vai evaporar, quando eu ter a certeza de quem eu sou. Mais nunca consigo, ai isso tudo, essa tristeza, essa dor, acabo extravasando de forma má, em forma de irritação, as vezes até um minuto de "má educação" alivia. Por exemplo, se eu falar palavrão, não quer dizer que eu não seja educada. Sou sim. Mas é que de vez em quando, a euforia ou a raiva é tão grande, que só um ‘puta que pariu’ resolve. O meu problema é acabar falando demais por não ter nada a dizer.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Se sofro, só eu sei
O tempo esta passando, e levando com ele toda minha força. Já não consigo disfarçar minha tristeza com uma piadinha banal. Segurei e deixei para chorar só quando liguei o chuveiro, assim ninguém percebeu. Refleti sobre minha vida antes de dormir e me certifiquei de que ninguém estava ouvindo para começar a soluçar. Por não conseguir me abrir com alguém, sofro tão dolorosamente que precisei fingir ir ao banheiro, apenas para lavar o rosto e tentar me recompor. Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de não ser forte o suficiente para segurar as lágrimas quando estou em público. A todo momento sinto aquele nó enorme na garganta, que me sufoca, até eu ceder e chorar. As vezes me surpreendo com o rio que tenho que esconder da minha família. Porque sabe qual é o meu problema? É sorrir quando estou triste por dentro. Tenho medo mais é o que mais faço, sorrio quando estou me acabando por dentro. Queria dizer: "Não! Eu não tenho nenhum medo." Mas não é tão fácil assim, como num simples passe de mágica. O meu medo só vai evaporar, quando eu ter a certeza de quem eu sou. Mais nunca consigo, ai isso tudo, essa tristeza, essa dor, acabo extravasando de forma má, em forma de irritação, as vezes até um minuto de "má educação" alivia. Por exemplo, se eu falar palavrão, não quer dizer que eu não seja educada. Sou sim. Mas é que de vez em quando, a euforia ou a raiva é tão grande, que só um ‘puta que pariu’ resolve. O meu problema é acabar falando demais por não ter nada a dizer.