segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Saudade, como um mar sem fim

Mais uma noite, em que me pego revirando na cama. Hoje, madrugada de segunda-feira, deitei pra dormir, pensei, virei, me enrolei no cobertor, desenrolei, coloquei o fone e puis pra tocar "Durma medo meu - OTM",  a canção certa, que caiu como uma trilha sonora pro momento. Mas acho que só piorei a situação. Até que por fim, parei aqui, computador ligado e eu escrevendo mais um texto melancólico, num blog que poucos leem. Enfim, acordei tarde hoje, mas queria eu, acreditar, que esse seria o motivo da minha insônia. Entretanto, a verdade é que, bateu um nostalgia, uma carência demasiada, vinda acompanhada por um nó na garganta e vontade de chorar baixinho [...] Procuro realmente saber, mas ainda não sei o porque dessas sensações. Ou sei, e não quero aceitar. O fato é, que, essa madrugada não esta sendo diferente das outras, nos últimos dias, a única dissemelhança, é que em outros dias, eu luto com meus pensamentos até cair no sono, e hoje não consegui vence-los. Foi como sentir, um mar fundo e sem fim de pura saudade. Mas não saudade de alguém, não! Saudade de um tempo atrás, em que parecia estar tudo mais completo, não só com um alguém, mas com vários alguém! Espera um pouco... Agora tive a real certeza de que fujo mesmo da verdade, porque talvez não seja saudade do tempo em si, e sim dos "alguém", não? Das pessoas que me fortaleciam naquele tempo. Talvez se elas não tivessem me abandonado, eu não taria acordada até agora, revivendo lembranças que não me são tão perissíveis quanto queria que fosse. Mas sabe o que me incomoda? Não saber o motivo, de não ter mais por perto, quem me dava forças. Seria do destino, a partida das mesma? Ou seria eu, que de alguma forma impus a elas a vontade de não me ter mais perto? Acho que se me dissessem que é a segunda opção, eu ficaria mais triste do que já estou, e aquele mesmo mar, fundo e sem fim, se tornaria frio e ofegante.
Mas ao mesmo tempo, como já dizia Caio Fernando Abreu: "Não me arrependo de nada. Mas de vez em quando, passa pela cabeça um - ah podia ter sido diferente."